Cores
Coisa bonita, ter a certeza do que ser quer, puxa como gostaria de ter descoberto bem cedo, talvez criança ainda! Mas não sucedeu assim, desde criança sempre quis muitas coisas, uma vontade tamanha de voar pelo mundo, só para tentar descobrir qual era a minha tarefa aqui?! Depois de muito tempo, de muitas tentativas, muito trabalho, e muito pouco de remuneração, estou mais uma vez procurando, feito criança, o que eu gostaria de ter feito? O que eu quero fazer, e assumir de vez, que ainda dá tempo, dá muito tempo, sim senhor, não duvide e não desvie dos seus feitos, que ainda estão por se realizar. Será que sou eu falando comigo mesmo, ou é a voz dele, desse grande mestre, que felizmente não se cansa de mim. Para ser sincero se fosse ao contrário, eu o mestre, já tinha me cansado. Sempre fiquei procurando no azul do céu, acreditando que a resposta viria de lá, assim, sem mais e nem menos, eu teria uma visão, algo caindo do céu, me revelando a certeza do que fazer! Raramente, o verde do mar, mas do mar tenho muito receio, deve ser daquela vontade de entrar, descobrir a cidade perdida e não querer voltar! Mas das flores, as vermelhas principalmente, despertam a vontade de amar, concordo com os que dizem que na vida, o que importa de fato, é o amor, o resto é só o resto! Embora eu tenha tido poucas experiências felizes nesse aspecto característico do amor. Os meus amores sempre sofridos, longos e platônicos, ou muito curtos e rápidos, feito brisa, ora meio ventania! O que importa é que vou encontrando as matizes pela vida, ando muito observador, um pouco cansado por dentro, então resolvi deixar ir, quem sabe assim, não encontro resposta, para aquela pergunta dos tempos de criança! Quem sabe não encontro outras misturas de cores, quem sabe não ouso a deixar de ser um aprendiz, tomo coragem, e me torno mestre?! Assim seja…
Inspirado nas obras de HENRI MATISSE!



